quarta-feira, 17 de julho de 2013

Escolher um sócio é mais difícil do que achar alguém para casar

Especialistas e empreendedor contam o que é preciso considerar quando se identifica a necessidade de ter sócios

Rodrigo Rezende

Escolher um sócio para empreender pode ser um desafio, mas algumas dicas podem auxiliar nesse processo. Segundo Anna Maria Guimarães, coordenadora dos programas de pós-MBA do B.I. International, a “principal delas é a complementaridade”. Ou seja, é preciso que o sócio atenda a alguma necessidade. “Essa necessidade pode ser financeira ou estratégica, no caso de precisar alguém com mais conhecimento técnico ou do mercado”, explica.
Em segundo lugar, para escolher o sócio, é preciso que haja alinhamento de valores, conta Anna. “Essa é uma receita simples e eficaz”, diz. Ela ressalta que, ainda mais importante, é necessário ter, além de um contrato social, um acordo formal entre os sócios. “Para deixar claro desde o início o quanto cada um vai investir e quanto cada um vai receber.”
Quem concorda com ela é Linduarte Vieira, professor de administração do Instituto Mauá de Tecnologia. “No acordo de sócios ficam registradas as regras e as expectativas relacionadas a cada sócio”, diz. Para o sucesso de uma sociedade, o especialista destaca também a necessidade de separar amizade e vivência familiar dos negócios. “No ambiente da empresa não cabe relacionamento pessoal”, afirma. “Tem que ser profissional.”
Tanto Anna quanto Vieira concordam ainda que a palavra-chave em uma situação de escolha de sócio é confiança. Junta-se a eles Paulo Melchor, consultor de políticas públicas do Sebrae. “É preciso ter confiança no escolhido, e que este tenha comprometimento”, diz. “As pessoas abrem empresas para ganhar dinheiro, e essa relação é complexa, estamos falando de um ‘casamento’.”
No grupo i9, de empresas de tecnologia,  pode-se dizer que mais do que um casamento, vem acontecendo a formação de uma família. A empresa foi fundada há seis anos por cinco sócios. Hoje são 24 sócios. Doze deles eram funcionários que se tornaram sócios a convite da empresa. Os outros sete o grupo buscou no mercado. “Primeiro, identificamos se o profissional pode agregar em termos de negócios e depois analisamos se ele tem alinhamento com os valores da empresa”, diz Leonardo Orsi, um dos fundadores. O grupo faturou R$ 24 milhões no ano passado e espera terminar 2013 com faturamento de R$ 35 milhões.
Fonte: Estadão

Governo reduz ICMS de 16 setores da economia

Tonollier comunicou queda de 17% para 12% em 16 setores a partir de agosto
O governo gaúcho reduzirá o ICMS de insumos para saídas de indústria para indústria do Rio Grande do Sul. A alíquota cairá de 17% para 12% a partir de 1 de agosto. No momento, 16 segmentos servirão para avaliação sobre o impacto econômico no setor. A medida representa o início de um processo que deve se estender a outros setores, futuramente.
A decisão foi anunciada ao presidente do Sebrae-RS e da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, pelo secretário estadual da Fazenda, Odir Tonollier, em reunião realizada na manhã de ontem. “Esse é o resultado de uma ampla negociação que mantemos com o governo estadual há cerca de um ano, buscando a desoneração da incidência do ICMS sobre a cadeia produtiva”, destaca Koch. Ele detalha que uma empresa que fornece tecido para uma fábrica de ternos, por exemplo, ao invés de pagar um ICMS de 17%, pagará 12%, aliviando o custo da cadeia de transformação.
Somente entre pequenas empresas optantes do Simples, a expectativa é de que a medida beneficie aproximadamente 40 mil micro e pequenas companhias, que poderão comprar insumos com alíquota reduzida. Segundo Koch, isso vai gerar benefícios para as empresas e para o consumidor final, uma vez que os preços dos produtos terão redução. Já Tonollier ressalta que a ação está sendo tomada para dar maior competitividade à indústria gaúcha no momento em que o setor começa a dar sinais de declínio de sua atividade. 
“Queremos iniciar a desoneração da indústria gaúcha, é uma medida que veio para ficar”, diz o secretário. O titular do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Marcelo Danéris, considera o decreto uma conquista do processo de negociação entre o setor, a Secretaria da Fazenda e o conselho. De acordo com o governo estadual, o decreto desonera a produção sem prejuízo da arrecadação de ICMS, porque transfere o recolhimento para a fase de comercialização (diferimento). Koch acrescenta que a expectativa é de que, com os preços dos produtos mais acessíveis, ocorra uma venda maior dessas mercadorias, um ganho de escala.
Para ele, a redução vem em boa hora, pois a indústria gaúcha está em dificuldades e o comércio sente os reflexos. O dirigente reitera que, com menos tributos, os setores ficam mais competitivos e mantêm e geram empregos. “Estamos negociando ainda a substituição tributária, o imposto que é pago no momento que compramos mercadorias em outros estados”, revela o presidente do Sebrae-RS e da FCDL-RS. Koch defende um tratamento diferenciado para as micro e pequenas empresas nessa questão. Uma definição sobre o tema depende da autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
O presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Noer, considera como muito boa para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul a diminuição do ICMS. Ele adianta que o comércio está buscando o mesmo benefício com o governo do Estado para que mais de 189 mil empregos sejam mantidos nas 69,5 mil empresas enquadradas no Simples Nacional.
O advogado do escritório Xavier Advogados Cristiano Diehl Xavier interpreta a proposta como boa por ser uma desoneração, entretanto tímida e que vem atrasada. “Isso devia ter sido pensado há bastante tempo”, afirma Xavier. Ele explica que o sistema funcionará através do crédito de ICMS. Ou seja, a empresa terá uma redução do imposto, porém, em contrapartida, terá direito a um crédito menor. O advogado acrescenta que as companhias terão um ganho de fluxo de caixa, e com isso espera-se que os produtos tenham um custo reduzido.
O professor do Instituto Nacional de Estudos Jurídicos e Empresariais (Ineje) Maxsoel Bastos de Freitas prevê que a desoneração dos fornecedores industriais para a indústria de transformação dará competitividade aos empreendedores. Ele enfatiza que reduções de alíquota possibilitam uma penetração de mercado maior, o que permite aumentar a arrecadação.

Mobilização pressiona pelo fim da cobrança diferenciada de imposto

Roberta Mello
Em um julho marcado por mobilizações, o Dia do Comércio, comemorado hoje, não poderia ser diferente. Tendo como principal reivindicação a extinção da cobrança da diferença de alíquota do ICMS para as micro e pequenas empresas cadastradas no Simples, os empresários do varejo realizam o ato público Chega de Mordida!  nesta terça-feira em frente à Assembleia Legislativa, a partir das 8h. A manifestação busca pressionar os 12 deputados membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a votarem pelo fim do Decreto nº 46.485/2009.
O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Gustavo Schiffino, afirma que do ponto de vista da arrecadação o valor resultante da diferença de alíquota de ICMS pelo Estado representa muito pouco para a receita do Tesouro (0,4%), mas tem um impacto direto no caixa dos empresários, colocando em risco 189 mil empregos. Para o presidente da CDL, “o imposto onera os micro e pequenos empresários, que representam 75% do total de empresas no Estado e respondem por 44% do total de empregos. Precisamos que o governador Tarso Genro se sensibilize e acabe com essa cobrança absurda”. 
Segundo a vice-presidente de integração da Federasul, Simone Leite, o Executivo estadual já foi procurado pela entidade para discutir a questão, porém, o secretário da Fazenda, Odir Tonollier, afirmou que não poderia abrir mão da receita. “O valor resultante desta arrecadação para os cofres públicos é muito baixo. Para suprir a diminuição da arrecadação bastaria que o Estado se comprometesse a reduzir gastos”, enfatizou Simone. 
Com a cobrança das empresas optantes pelo Simples, as mercadorias revendidas no Rio Grande do Sul por pequenos varejistas têm acréscimo de 5% nos preços dos produtos nacionais e de 13% nos produtos importados para o consumidor final. O dirigente do Sindicato dos Empregados do Comércio (Sindec), Luis Carlos Barbosa, adverte que os preços dos produtos no varejo gaúcho são mais altos do que em outros estados brasileiros, o que faz com que o consumidor busque valores mais atrativos no mercado informal ou em sites de compras via internet.  
“Não queremos que a manutenção da cobrança cause a demissão de empregados do comércio e faça com que os pequenos empresários sucumbam à concorrência desleal com o mercado informal”, diz Barbosa. “O empresário gaúcho tem de pagar duas vezes o ICMS. Todos sabem que o Brasil tem uma alta carga tributária, no Rio Grande do Sul ela é ainda maior”.
A manifestação realizada na Praça da Matriz, em Porto Alegre, tem o apoio de entidades como CDL Porto Alegre, Federasul, Associação Gaúcha do Varejo (AGV), Fecomércio, Instituto Liberdade do RS, Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS), Associação Gaúcha de Rádio e Televisão (Agert), além da adesão de organizações como o Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre (Sindec) e da Força Sindical. A CDL acredita que cerca de 350 empresários e funcionários do varejo da Capital e do Interior do Estado compareçam à mobilização.
Fonte: Jornal do Comércio

Governo reduz ICMS de 16 setores da economia

Tonollier comunicou queda de 17% para 12% em 16 setores a partir de agosto
O governo gaúcho reduzirá o ICMS de insumos para saídas de indústria para indústria do Rio Grande do Sul. A alíquota cairá de 17% para 12% a partir de 1 de agosto. No momento, 16 segmentos servirão para avaliação sobre o impacto econômico no setor. A medida representa o início de um processo que deve se estender a outros setores, futuramente.
A decisão foi anunciada ao presidente do Sebrae-RS e da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, pelo secretário estadual da Fazenda, Odir Tonollier, em reunião realizada na manhã de ontem. “Esse é o resultado de uma ampla negociação que mantemos com o governo estadual há cerca de um ano, buscando a desoneração da incidência do ICMS sobre a cadeia produtiva”, destaca Koch. Ele detalha que uma empresa que fornece tecido para uma fábrica de ternos, por exemplo, ao invés de pagar um ICMS de 17%, pagará 12%, aliviando o custo da cadeia de transformação.
Somente entre pequenas empresas optantes do Simples, a expectativa é de que a medida beneficie aproximadamente 40 mil micro e pequenas companhias, que poderão comprar insumos com alíquota reduzida. Segundo Koch, isso vai gerar benefícios para as empresas e para o consumidor final, uma vez que os preços dos produtos terão redução. Já Tonollier ressalta que a ação está sendo tomada para dar maior competitividade à indústria gaúcha no momento em que o setor começa a dar sinais de declínio de sua atividade. 
“Queremos iniciar a desoneração da indústria gaúcha, é uma medida que veio para ficar”, diz o secretário. O titular do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Marcelo Danéris, considera o decreto uma conquista do processo de negociação entre o setor, a Secretaria da Fazenda e o conselho. De acordo com o governo estadual, o decreto desonera a produção sem prejuízo da arrecadação de ICMS, porque transfere o recolhimento para a fase de comercialização (diferimento). Koch acrescenta que a expectativa é de que, com os preços dos produtos mais acessíveis, ocorra uma venda maior dessas mercadorias, um ganho de escala.
Para ele, a redução vem em boa hora, pois a indústria gaúcha está em dificuldades e o comércio sente os reflexos. O dirigente reitera que, com menos tributos, os setores ficam mais competitivos e mantêm e geram empregos. “Estamos negociando ainda a substituição tributária, o imposto que é pago no momento que compramos mercadorias em outros estados”, revela o presidente do Sebrae-RS e da FCDL-RS. Koch defende um tratamento diferenciado para as micro e pequenas empresas nessa questão. Uma definição sobre o tema depende da autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
O presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Noer, considera como muito boa para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul a diminuição do ICMS. Ele adianta que o comércio está buscando o mesmo benefício com o governo do Estado para que mais de 189 mil empregos sejam mantidos nas 69,5 mil empresas enquadradas no Simples Nacional.
O advogado do escritório Xavier Advogados Cristiano Diehl Xavier interpreta a proposta como boa por ser uma desoneração, entretanto tímida e que vem atrasada. “Isso devia ter sido pensado há bastante tempo”, afirma Xavier. Ele explica que o sistema funcionará através do crédito de ICMS. Ou seja, a empresa terá uma redução do imposto, porém, em contrapartida, terá direito a um crédito menor. O advogado acrescenta que as companhias terão um ganho de fluxo de caixa, e com isso espera-se que os produtos tenham um custo reduzido.
O professor do Instituto Nacional de Estudos Jurídicos e Empresariais (Ineje) Maxsoel Bastos de Freitas prevê que a desoneração dos fornecedores industriais para a indústria de transformação dará competitividade aos empreendedores. Ele enfatiza que reduções de alíquota possibilitam uma penetração de mercado maior, o que permite aumentar a arrecadação.

Mobilização pressiona pelo fim da cobrança diferenciada de imposto

Roberta Mello
Em um julho marcado por mobilizações, o Dia do Comércio, comemorado hoje, não poderia ser diferente. Tendo como principal reivindicação a extinção da cobrança da diferença de alíquota do ICMS para as micro e pequenas empresas cadastradas no Simples, os empresários do varejo realizam o ato público Chega de Mordida!  nesta terça-feira em frente à Assembleia Legislativa, a partir das 8h. A manifestação busca pressionar os 12 deputados membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a votarem pelo fim do Decreto nº 46.485/2009.
O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Gustavo Schiffino, afirma que do ponto de vista da arrecadação o valor resultante da diferença de alíquota de ICMS pelo Estado representa muito pouco para a receita do Tesouro (0,4%), mas tem um impacto direto no caixa dos empresários, colocando em risco 189 mil empregos. Para o presidente da CDL, “o imposto onera os micro e pequenos empresários, que representam 75% do total de empresas no Estado e respondem por 44% do total de empregos. Precisamos que o governador Tarso Genro se sensibilize e acabe com essa cobrança absurda”. 
Segundo a vice-presidente de integração da Federasul, Simone Leite, o Executivo estadual já foi procurado pela entidade para discutir a questão, porém, o secretário da Fazenda, Odir Tonollier, afirmou que não poderia abrir mão da receita. “O valor resultante desta arrecadação para os cofres públicos é muito baixo. Para suprir a diminuição da arrecadação bastaria que o Estado se comprometesse a reduzir gastos”, enfatizou Simone. 
Com a cobrança das empresas optantes pelo Simples, as mercadorias revendidas no Rio Grande do Sul por pequenos varejistas têm acréscimo de 5% nos preços dos produtos nacionais e de 13% nos produtos importados para o consumidor final. O dirigente do Sindicato dos Empregados do Comércio (Sindec), Luis Carlos Barbosa, adverte que os preços dos produtos no varejo gaúcho são mais altos do que em outros estados brasileiros, o que faz com que o consumidor busque valores mais atrativos no mercado informal ou em sites de compras via internet.  
“Não queremos que a manutenção da cobrança cause a demissão de empregados do comércio e faça com que os pequenos empresários sucumbam à concorrência desleal com o mercado informal”, diz Barbosa. “O empresário gaúcho tem de pagar duas vezes o ICMS. Todos sabem que o Brasil tem uma alta carga tributária, no Rio Grande do Sul ela é ainda maior”.
A manifestação realizada na Praça da Matriz, em Porto Alegre, tem o apoio de entidades como CDL Porto Alegre, Federasul, Associação Gaúcha do Varejo (AGV), Fecomércio, Instituto Liberdade do RS, Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS), Associação Gaúcha de Rádio e Televisão (Agert), além da adesão de organizações como o Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre (Sindec) e da Força Sindical. A CDL acredita que cerca de 350 empresários e funcionários do varejo da Capital e do Interior do Estado compareçam à mobilização.
Fonte: Jornal do Comércio

terça-feira, 16 de julho de 2013

Trabalho aprova nova composição dos conselhos de contabilidade

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou, na última quarta (10), proposta que muda a composição dos conselhos regionais e federal de contabilidade. De acordo com o Projeto de Lei 5224/13, do Executivo, esses órgãos colegiados serão compostos por contadores e, no mínimo, por um técnico em contabilidade. Hoje, de acordo com o Decreto-Lei 1.040/69, os conselhos contam com dois terços de contadores e um terço de técnicos em contabilidade.
A proposta adapta a composição dos colegiados às novas regras do setor, já que uma lei de 2010 (Lei 12.249/10) passou a exigir a conclusão do curso de bacharelado em contabilidade para a atuação na área.
“É fato que, em um curto intervalo de tempo, o percentual relativo à representatividade dos técnicos em contabilidade no plenário dos conselhos de contabilidade deverá ser cada vez menor, razão pela qual a proposta de alteração deverá ser acatada. A contabilidade representa hoje uma realidade diferente da contabilidade de 50 anos atrás”, argumentou o relator, deputado Laércio Oliveira (PR-SE). De acordo com a lei, os técnicos em contabilidade têm até 2015 para cumprir a nova exigência.
Emenda
A proposta foi aprovada com uma emenda, que garante a participação dos ex-presidentes do Conselho Federal de Contabilidade no plenário do colegiado. De acordo com Oliveira, essas pessoas deverão “auxiliar, com suas experiências, os trabalhos do conselho”. Pela emenda, os ex-presidentes terão direito apenas a voz nas sessões, ou seja, não poderão votar.
Tramitação
O projeto, que tramita de forma conclusiva e em regime de prioridade, será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Texto confeccionado por: Carolina Pompeu

Comissão aprova redução da burocracia para abertura e fechamento de empresa

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou, na quarta-feira (10), o Projeto de Lei 3687/12, do deputado licenciado Irajá Abreu (PSD-TO), que busca reduzir a burocracia na abertura e no encerramento (“baixa”) de empresas no Brasil.
O texto autoriza a Receita Federal a firmar convênios com os conselhos regionais de Contabilidade para criar um banco de dados de contabilistas. A ideia é que esses profissionais fiquem habilitados a inscrever empresas por meio eletrônico, sem uso de papel, no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e no cadastro único de contribuintes.
O relator na comissão, deputado Antonio Balhmann (PSB-CE), defendeu sua aprovação, lembrando que são muito conhecidas as “expressivas dificuldades” relativas ao processo de abertura e de fechamento de empresas no Brasil.
Balhmann acrescenta ainda que os conselhos regionais de contabilidade são considerados autarquias corporativas, uma vez que são entidades criadas por lei, desempenham atividade típica de Estado, correspondente ao poder de fiscalizar o exercício de atividades profissionais, e têm prerrogativas típicas das entidades de Direito Público.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Texto confeccionado por: Rodrigo Bittar